O fenômeno da morte súbita em atletas ganha rosto nesta semana com a tragédia que envolveu o empresário e corredor experiente José da Silva Nogueira Netto durante a Meia Maratona de João Pessoa. Ele estava a apenas cerca de 100 metros da linha de chegada da prova de 21 km quando sofreu um mal-súbito. Esse episódio, apesar de raro, exige nossa atenção. Ele nos desafia a entender por que a morte súbita em atletas ocorre, como identificá-la e o que todos — treinadores, corredores e organizadores — precisam considerar. Se você se movimenta no mundo da corrida ou trabalha com saúde esportiva, este conteúdo é indispensável.
O que o caso revela sobre morte súbita em atletas
A morte súbita em atletas refere-se a óbito inesperado durante ou logo após esforço físico intenso, em indivíduos que pareciam saudáveis. No caso da Meia Maratona de João Pessoa, Nogueira Neto, 48 anos, CEO da rede de óticas Personallité e corredor experiente, colapsou muito perto do fim da prova. A perícia do IML em João Pessoa apontou como causa uma cardiomiopatia hipertrófica concêntrica e infartos prévios, conforme divulgação local. Ou seja: mesmo em atletas com histórico e preparação, o risco pode existir. Esse evento reforça que a morte súbita em atletas não é apenas “azar”. Ela pode estar associada a condições invisíveis ou assintomáticas. É essencial que treinadores, clubes e atletas encarem a triagem cardiovascular como parte integrante da preparação.
Sinais e fatores de risco – como prevenir morte súbita em atletas
Antes de mais nada, precisamos entender quais sinais merecem atenção. Mesmo para atletas experientes, a morte súbita em atletas pode ser precedida por sintomas sutis, como: reclamação de dor abdominal ou desconforto próximo ao final da prova – foi o que ocorreu no caso de Nogueira: ele teria reclamado de dores abdominais aos 2 km do final. Também há palpitações, desmaios ou histórico familiar de doenças cardíacas.
Além disso, fatores de risco incluem: presença de cardiomiopatia, sobrecarga intensa de treino, provas longas com calor ou hidratação comprometida. Para prevenir a morte súbita em atletas, adotar avaliações médicas pré-participação com ECG, ecocardiograma, além de treinar emergências (EPI, desfibrilador) em eventos, torna-se não apenas uma recomendação, mas sim uma medida de segurança.
Organizações esportivas envolvidas na Meia Maratona de João Pessoa informaram que contavam com ambulâncias e bases médicas ao longo do percurso. Mesmo assim, o resultado foi fatal. Isso enfatiza que a prevenção não é garantia, mas reduz as chances e melhora a prontidão para responder. Portanto, se você atua em assessoria esportiva ou coordena eventos, leve a sério esta lição.
Por que mesmo com preparo a morte súbita em atletas ainda pode ocorrer
Mesmo atletas com rotina intensa e acompanhados por assessoria esportiva não estão imunes à morte súbita em atletas. No caso citado, ele já havia corrido uma maratona de 42 km. A explicação pode estar em doenças ocultas, como a cardiomiopatia, que foi identificada no exame post mortem, ou em desencadeadores agudos, como fadiga extrema, desidratação, temperatura elevada ou ritmo acima da zona segura. Portanto, a morte súbita em atletas revela uma combinação de vulnerabilidades estruturais (doença cardíaca, genética) + fatores situacionais (esforço, ambiente). Isso mostra que a prevenção exige uma visão holística: treino, saúde, ambiente, recuperação e segurança do evento.
E agora? Como aplicar este aprendizado na prática
Diante do que aconteceu, você que atua no mundo da corrida ou do esporte pode transformar esse aprendizado em ação concreta. Primeiro, implemente triagem e monitoramento contínuo para corredores: histórico familiar, exames regulares, treinamento conforme condição física. Segundo, garanta que nas provas o protocolo de emergência esteja efetivo: ambulâncias bem localizadas, desfibrilador disponível e uma equipe bem treinada. Mesmo assim, como vimos, o risco não some, mas a resposta rápida faz diferença. Terceiro, conscientize atletas sobre sinais de alerta e a importância de comunicar qualquer sintoma durante o treino ou prova.
Se você quiser que eu ajude a desenvolver um guia prático para clubes ou assessorias — com checklist de segurança, comunicação para atletas e implantação de protocolos — estou à disposição.





