A fibrilação atrial é uma arritmia cardíaca comum caracterizada por batimentos irregulares e acelerados dos átrios. Esse problema ocorre quando os impulsos elétricos do coração se desorganizam, fazendo com que ele perca seu ritmo normal. Como resultado, o sangue pode não ser bombeado de maneira eficiente, aumentando o risco de complicações graves, como o AVC.
Os sintomas variam de pessoa para pessoa. Alguns pacientes sentem palpitações, falta de ar, tontura e fadiga intensa, enquanto outros podem não apresentar sinais evidentes. Dessa forma, a avaliação médica é indispensável para um diagnóstico preciso. O problema pode ser desencadeado por fatores como hipertensão, doenças cardíacas, consumo excessivo de álcool e estresse.
O médico faz o diagnóstico por meio de exames como eletrocardiograma e holter 24 horas, que registram a atividade elétrica do coração. Em alguns casos, o ecocardiograma é necessário para avaliar possíveis causas estruturais da arritmia. Assim, após a confirmação da fibrilação atrial, deve-se iniciar o tratamento rapidamente para evitar complicações.
Fibrilação atrial: como tratar e prevenir complicações?
O tratamento da fibrilação atrial pode incluir medicamentos, procedimentos minimamente invasivos e mudanças no estilo de vida. A escolha da melhor abordagem depende da causa do problema, da gravidade dos sintomas e das condições de saúde do paciente.
As principais formas de tratamento incluem:
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Medicamentos antiarrítmicos: ajudam a regular os batimentos cardíacos e a manter o ritmo normal do coração.
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Anticoagulantes: reduzem o risco de formação de coágulos sanguíneos, prevenindo AVCs.
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Cardioversão elétrica: procedimento que usa choques controlados para restaurar o ritmo cardíaco normal.
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Ablação por cateter: técnica minimamente invasiva que elimina focos de arritmia no coração.
Além disso, mudanças no estilo de vida podem ser indispensáveis para controlar a condição. Evitar o consumo excessivo de álcool, reduzir o estresse e manter uma dieta equilibrada são medidas importantes. O acompanhamento médico regular é essencial para monitorar a evolução do quadro e ajustar o tratamento conforme necessário.
Como esse problema afeta a qualidade de vida?
Viver com fibrilação atrial pode ser desafiador, especialmente se os sintomas forem frequentes. A sensação de batimentos irregulares pode gerar ansiedade e impactar atividades diárias. Além disso, a necessidade de monitoramento constante e o uso de medicamentos podem alterar a rotina do paciente.
No entanto, com o tratamento adequado, é possível ter qualidade de vida e reduzir os riscos de complicações. Muitos pacientes conseguem controlar os sintomas e manter um estilo de vida ativo. A chave para o sucesso do tratamento está na adesão às recomendações médicas e na adoção de hábitos saudáveis.
Por isso, ao notar sinais de arritmia ou qualquer desconforto no peito, buscar ajuda médica é indispensável. É possível controlar a fibrilação atrial e quanto mais cedo se chegar ao diagnóstico, maiores são as chances de evitar problemas graves no futuro.





